13 dezembro 2012

TRANSFORMAÇÃO




TRANSFORMAÇÃO é uma palavra de origem latina: TRANS,  que significa mudança, e FORMA, cujo significado está implícito. Corresponde à palavra METAMORFOSE, de origem grega: META=TRANS e MORFO=FORMA. Os sufixos -ção, do latim, e -ose, do grego, significam ato ou efeito da ação.  As duas palavras significam o processo de mudar a forma. Metamorfose nos lembra da linda passagem da lagarta à borboleta. Antoine Lavoisier disse que “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.  Podemos transformar coisas ruins em boas. Na bioquímica, a água (H2O) é transformada, pelo acréscimo de um átomo de oxigênio, em água oxigenada (H2O2), com propriedades  bem distintas. No campo das emoções, podemos fazer a mudança de um sentimento ruim, em bom. Um grande exemplo é o exercício do perdão, capaz de transformar rancor e ódio em amor e gratidão.
O ser humano é capaz de grandes transformações, e faço menção às modificações surpreendentes realizadas  por meus pacientes, das quais tenho sido testemunha nestes 18 anos de trabalho.  Seja através da homeopatia, dos cristais radiônicos, dos florais ou da hipnose, tenho auxiliado os que me procuram a identificarem, em si, os padrões que os  incomodam, para então transformarem suas formas de pensar, de sentir ou de agir, em qualidades de que gostem.
Relato alguns casos que podem lhe encorajar a realizar em sua vida as mudanças que deseja. Meus pacientes são pessoas comuns, que decidiram que já era chegada a hora de dar um basta nas limitações, nas dores e nos sofrimentos que sentiam. Foram corajosos, e hoje comemoram o resultado de suas superações pessoais.
1) H.G.M., 73 anos, viúva, aposentada. Chegou à consulta relatando que sua filha a havia convidado para ir à Europa, e ela desejava muito realizar este sonho. No entanto, sofria de claustrofobia, e não conseguiria ficar 8 horas dentro de um avião. Além disso, estava muito ansiosa e apreensiva, porque já tinha comprado as passagens e viajaria dentro de 45 dias.
Foi receitado um composto de florais para ser tomado durante quinze dias. Retornou à consulta seguinte mais calma e confiante, desejando muito “se livrar” do trauma. Foi feita uma sessão de auriculoterapia, com aplicação de cristais radiônicos. Neste tipo de tratamento, o paciente vivencia as mesmas sensações da situação que lhe causa pânico. Por isso, é necessário ter confiança em si próprio e no profissional, além de vontade e determinação em se curar.
Retornou após 60 dias, contando que embarcou no avião para Portugal e enfrentou a viagem com tranquilidade. E ainda “tirou onda” com a neta de 13 anos, que estava com medo. Recebeu alta do tratamento, mas continuo tendo notícias suas. Desde então, já fez outras viagens de avião, inclusive sozinha. Diz que se sente muito orgulhosa por ter conseguido vencer o medo e, com isso, ter conquistado a liberdade de ir a qualquer lugar que desejar.

2) R.P.F.C., 58 anos, casada, bióloga aposentada, palestrante convidada. Vem à consulta pois se sente estressada e com insônia. Há 6 anos usa 2 ansiolíticos, clonazepam e alprazolam, continuamente. Porém, nota que os sintomas de ansiedade e angústia persistem, além da insônia. Sente-se magoada com a família. Tem dificuldades em lidar com a filha de 18 anos. Refere que sempre procurou fazer tudo pelos outros, sempre foi o esteio da família, ajudando aos doentes e “segurando as barras” emocionais e financeiras. Mas está cansada deste papel. Deseja cuidar mais de si mesma, e se livrar da sensação de insatisfação permanente, mas não sabe como. Toda vez que pensa em mudar o próprio comportamento, sente culpa e sofre. Apresenta uma aparência cansada, com os ombros curvados e um olhar de desânimo.
Receitado medicamento homeopático. Foram feitas algumas orientações com base na programação neurolinguística, como:  fazer uma lista das coisas e pessoas que a incomodam e que atitude gostaria de ter em relação a elas. Escrever num papel suas aspirações e metas, sem julgamentos, com o coração livre. Olhar a filha com compaixão e empatia, lembrando-se de quando ela tinha a mesma idade.
Retornou após 30 dias, referindo sentir-se muito melhor. Conta que após 25 dias de tratamento, parou de tomar os ansiolíticos. Isso a deixou muitíssimo feliz, orgulhosa e confiante, pois, após todos esses anos, tinha achado que talvez não fosse mais conseguir parar de tomar os remédios alopáticos. Ainda sente uma certa ansiedade perto do horário em que tomava o Clonazepam, mas depois passa, e dorme bem.
Fez uma lista das amigas que lhe fazem bem e das amigas que não lhe acrescentam nada. Diz que, agora, cada vez que recebe um telefonema ou uma visita de uma amiga da 2ª lista, escuta educadamente, mas não se esforça para agradar. Está conseguindo dar prioridade às amizades que lhe dão prazer. Está se sentindo orgulhosa por estar se agradando.
Tem se incomodado menos com as atitudes da filha, mesmo que não concorde com elas, demonstrando maior aceitação. A filha reparou que seu comportamento mudou. Perguntou se a mãe tinha mudado de psiquiatra.
Durante a consulta, manteve um sorriso constante, mostrando-se muito disposta, ativa e animada ao falar de seus projetos futuros. Prescritos novos medicamentos homeopáticos para equilíbrio da ansiedade. Foi encorajada a persistir nas atitudes assertivas, e a fazer uma lista com desejos e metas para o novo ano.

3) A.S.G., 28 anos, casada, estudante. Apresentou há 2 meses quadro de cefaléia (dor de cabeça) de forte intensidade, com pontadas na cabeça, tipo fisgada, com duração de 10 dias. Fez uso de vários remédios, inclusive injetáveis, sem melhora. Esteve diversas vezes na emergência do Hospital. Teve 2 episódios em 2 meses. Fez investigação com neurologista, realizou vários exames, não tendo sido encontrada nenhuma anormalidade.
Trancou a faculdade devido às dores intensas, por limitarem suas atividades diárias.
Refere que as unhas estão quebrando muito, e está com queda de cabelo acentuada. Não tem conseguido se alimentar direito, come pouco.
Vive com o marido e com o filho de 7 anos. O relacionamento com o marido passou por alguns abalos, e está insatisfeita com o casamento.
Submetida a sessão de hipnose. Sentiu grande angústia ao lembrar  de um momento traumático, quando soube ter sido traída pelo marido. Sentiu forte dor de cabeça e dor no peito, e chorou. Após aplicação das técnicas de tratamento de hipnose, sentiu-se melhor. Ao sair do transe hipnótico, disse estar se sentindo muito bem. Orientada a recordar do episódio, disse agora se lembrar do fato apenas como uma situação normal, e que já não lhe provoca desconforto pensar no acontecido.
Prescrito medicamento homeopático.
Retorna após 35 dias. Refere melhora importante. Apresentou alguns episódios de dor de cabeça, de intensidade leve, que melhoraram com uso de medicação homeopática. Notou que os episódios de dor coincidiram com os momentos em que esteve irritada ou contrariada.
As unhas estão mais fortes, e a queda do cabelo está mais controlada. Está conseguindo se alimentar melhor.
O relacionamento com o marido melhorou. Diz ter conseguido perdoá-lo, e que está disposta a viver uma nova fase, deixando as lembranças ruins para trás. Pretende retornar à faculdade.
Prescrito medicamento homeopático visando a recuperação da saúde, nos níveis emocional e físico, os quais se fragilizaram devido ao estresse emocional prolongado.

Estes são alguns exemplos de que a mudança de padrões é possível e pode inclusive ser rápida. Porém, quanto mais o paciente estiver consciente do processo, mais profunda e duradoura é a transformação. Alguns casos podem levar mais tempo, outros menos. Depende de vários fatores, como a gravidade do comprometimento da saúde, o tempo de adoecimento, a força de vontade e a intensidade do desejo de mudar, as condições do ambiente, tanto familiar, quanto profissional, quanto o local de residência.
 Existem muitos métodos alternativos (ou integrativos/complementares) à disposição daqueles que desejam ter mais qualidade em suas vidas.O sucesso de um tratamento depende tanto do profissional quanto do paciente, e quanto maior for  o envolvimento do interessado, maiores serão as chances de atingir bons resultados. Às vezes, pode-se intensificar o tratamento melhorando o nível energético da moradia, por meio de elementos como plantas purificadoras, florais para ambientes, e aplicação de Feng shui.
 Se você deseja se submeter a algum destes tratamentos, consulte amigos que já passaram pela experiência, converse com pessoas de sua confiança. Dê preferência aos que trabalham na área de saúde, como médicos, terapeutas, psicólogos, fisioterapeutas e enfermeiros. Leia livros e revistas especializados. Informe-se a respeito. E o principal: quando escolher um profissional, observe se há empatia entre vocês. Sem confiança mútua, fica mais difícil chegar a um bom resultado. Para isso, escute o seu coração. Aprenda observando seu corpo,  e a maneira como ele se comporta diante de diferentes situações. Conhecendo-se melhor, você estará mais preparado para fazer escolhas que estejam em sintonia com aquilo que deseja. O contato com o seu interior lhe permite lidar melhor com as experiências exteriores, resultando em mais confiança em si.  Isso fortalece seu espírito e lhe encoraja a enfrentar, destemido, qualquer desafio que a vida lhe apresente.
Namastê!


29 maio 2012

Simpósio: Homeopatia e os temperos da culinária





Monteiro Lobato e a Homeopatia

Carta de Monteiro Lobato a Godofredo Rangel, publicada no livro A Barca de
Gleyre, pág. 391, Editora Globo.
FAZENDA, 3 DE MARÇO DE 1917
Rangel:
          A HOMEOPATIA!... Eu pensava como você; ou, pior ainda, não me dava ao trabalho de pensar coisa nenhuma a respeito. Não acreditava nem descria – não pensava no assunto e pronto. Mas um dia sobreveio o “estalo” e fiquei tonto. O meu Edgarzinho apareceu com uma doença no nariz. Isso na fazenda. Ele tinha 2 anos. Corro a Taubaté. Consulto os médicos locais. “O melhor é ver um especialista em São Paulo”. Vamos a São Paulo. “Quem é o baita para narizes?” J.J. da Nova. Vou ao Nova. Examina, cheira, fuça e vem com um grego: “Rinite atrófica. Só pode sarar lá pelos 18, 20 anos – mas vá fazendo umas insuflações com isso” e deu uma droga e um insuflador. Voltamos para Taubaté, muito desapontados. Dezoito anos! Mas minha casa lá era defronte à duma prima. Vou vê-la. Tenho de esperar na sala de visitas um quarto de hora. Em cima da mesa redonda está um livro de capa verde. Abro-o. “Bruckner, O Médico Homeopata”. Instintivamente procuro a seção Nariz. Leio conjuntos de sintomas. Um deles coincide com os sintomas da rinite do Edgard. Prescrição: “Mercurius”. Entra a prima. Conto o caso do menino e aquele encontro ali. “Vale alguma coisa isto de homeopatia?”, pergunto, cético. E ela: “Experimente. Não custa”. Quando saí passei pela farmácia. “Tem Mercurius?” Tinha. Comprei 5 tostões. “Almeida Cardoso – Rio”. Levo para casa. Falo à Purezinha. Sem fé nenhuma, dou automaticamente os carocinhos ao Edgard, mais do que mandavam as instruções. Cinco em vez de três. Depois, mais cinco. De noite, mais cinco. No dia seguinte, o milagre: todos os sintomas da rinite haviam desaparecido!... Mas sobreviera uma novidade: purgação nos ouvidos. Cheio de confiança, corro à casa da prima, atrás do livro de capa verde. Procuro “Ouvidos” e leio esta maravilha: “Às vezes sobrevem purgação no ouvido por abuso de Mercurius, e nesse caso o remédio é Sulphur”. Vou voando à farmácia. Compro Sulphur. Mais 500 réis. Dou Sulphur ao Edgard e pronto – sarou do ouvido! Sarou da rinite, sarou de tudo! Preço da cura: 1.000 réis. Pela alopatia, em troca da não cura: várias consultas médicas, viagem a São Paulo, drogas insuflantes e aparelho insuflador – e a desesperança.
            Que fazer depois disso, Rangel, senão mandar vir um livro de capa verde e uma botica com todas as homeopatias do Almeida Cardoso? Cem mil-réis custou-me, e desde então curo tudo. Curo tudo em casa e no pessoal da fazenda. Fiquei com fama de mágico. Vem gente dos sítios vizinhos. “Ouvi dizer que o senhor é um bom doutor que cura” – e curo mesmo.
           Chega a vir até do município vizinho atrás dos “carocinhos mágicos”...
                                                                                                  Lobato

07 maio 2012

Aterramento: Mantendo o equilíbrio da Saúde através do contato com a Natureza.


         Você já ouviu falar em "aterramento"? Este termo se refere ao processo de estabelecer contato entre a superfície da terra e a superfície corporal, a fim de permitir que os elétrons fluam da terra e mantenham o equilíbrio eletromagnético do corpo. Andar descalço na terra, na areia da praia, encostar numa árvore, tudo isso é aterramento.
          A terra tem potencial elétrico negativo em sua superfície. Quando o corpo humano é isolado desse contato, fica "carregado" positivamente, mantendo-se longe do equilíbrio eletromagnético. Este desequilíbrio se reflete em sintomas e doenças.
           Os seres humanos que vivem em grandes centros urbanos, passam a maior parte do tempo isolados do contato direto com a terra. Isso acontece por meio de várias barreiras, tais como o uso de calçados com solado emborrachado; uso de materiais isolantes em  construções de casas e apartamentos; baixa condutibilidade atmosférica, causada pela poluição; produção de íons positivos, gerados pelo uso excessivo de aparelhos eletro- eletrônicos.
          Pesquisas realizadas pelo Earthing Institute, criado pelo pesquisador Clint Ober, comprovaram a influência benéfica do aterramento em vários processos fisiológicos, como a regulação da pressão arterial, regulação do ritmo do sono, dos níveis glicêmicos e efeitos antiinflamatórios.
          Portanto, a terra nos oferece um medicamento natural, eficaz, seguro, comprovado por pesquisas, e de graça, de fácil acesso e disponível a todos: o livre contato com a natureza. Feito de forma regular, este tratamento propicia benefícios tanto objetivos (controle de pressão arterial, glicemia, e outros) quanto subjetivos, como a sensação de bem estar, paz, calma e relaxamento que o contato com o verde, com as plantas e com o mar proporcionam.
          As pesquisas indicam que os melhores efeitos são obtidos através do contato regular com a terra, por períodos de 30 a 40 minutos diários, seja caminhando descalço na terra, seja mergulhando no mar, ou caminhando na areia da praia, ou encostando numa árvore, os benefícios são os mesmos.
           Caso você não consiga essa assiduidade ao tratamento, existem outras maneiras de manter o contato com a natureza, mesmo sem sair de casa, mas aí já é tema para um outro artigo.