29 maio 2012

Simpósio: Homeopatia e os temperos da culinária





Monteiro Lobato e a Homeopatia

Carta de Monteiro Lobato a Godofredo Rangel, publicada no livro A Barca de
Gleyre, pág. 391, Editora Globo.
FAZENDA, 3 DE MARÇO DE 1917
Rangel:
          A HOMEOPATIA!... Eu pensava como você; ou, pior ainda, não me dava ao trabalho de pensar coisa nenhuma a respeito. Não acreditava nem descria – não pensava no assunto e pronto. Mas um dia sobreveio o “estalo” e fiquei tonto. O meu Edgarzinho apareceu com uma doença no nariz. Isso na fazenda. Ele tinha 2 anos. Corro a Taubaté. Consulto os médicos locais. “O melhor é ver um especialista em São Paulo”. Vamos a São Paulo. “Quem é o baita para narizes?” J.J. da Nova. Vou ao Nova. Examina, cheira, fuça e vem com um grego: “Rinite atrófica. Só pode sarar lá pelos 18, 20 anos – mas vá fazendo umas insuflações com isso” e deu uma droga e um insuflador. Voltamos para Taubaté, muito desapontados. Dezoito anos! Mas minha casa lá era defronte à duma prima. Vou vê-la. Tenho de esperar na sala de visitas um quarto de hora. Em cima da mesa redonda está um livro de capa verde. Abro-o. “Bruckner, O Médico Homeopata”. Instintivamente procuro a seção Nariz. Leio conjuntos de sintomas. Um deles coincide com os sintomas da rinite do Edgard. Prescrição: “Mercurius”. Entra a prima. Conto o caso do menino e aquele encontro ali. “Vale alguma coisa isto de homeopatia?”, pergunto, cético. E ela: “Experimente. Não custa”. Quando saí passei pela farmácia. “Tem Mercurius?” Tinha. Comprei 5 tostões. “Almeida Cardoso – Rio”. Levo para casa. Falo à Purezinha. Sem fé nenhuma, dou automaticamente os carocinhos ao Edgard, mais do que mandavam as instruções. Cinco em vez de três. Depois, mais cinco. De noite, mais cinco. No dia seguinte, o milagre: todos os sintomas da rinite haviam desaparecido!... Mas sobreviera uma novidade: purgação nos ouvidos. Cheio de confiança, corro à casa da prima, atrás do livro de capa verde. Procuro “Ouvidos” e leio esta maravilha: “Às vezes sobrevem purgação no ouvido por abuso de Mercurius, e nesse caso o remédio é Sulphur”. Vou voando à farmácia. Compro Sulphur. Mais 500 réis. Dou Sulphur ao Edgard e pronto – sarou do ouvido! Sarou da rinite, sarou de tudo! Preço da cura: 1.000 réis. Pela alopatia, em troca da não cura: várias consultas médicas, viagem a São Paulo, drogas insuflantes e aparelho insuflador – e a desesperança.
            Que fazer depois disso, Rangel, senão mandar vir um livro de capa verde e uma botica com todas as homeopatias do Almeida Cardoso? Cem mil-réis custou-me, e desde então curo tudo. Curo tudo em casa e no pessoal da fazenda. Fiquei com fama de mágico. Vem gente dos sítios vizinhos. “Ouvi dizer que o senhor é um bom doutor que cura” – e curo mesmo.
           Chega a vir até do município vizinho atrás dos “carocinhos mágicos”...
                                                                                                  Lobato

07 maio 2012

Aterramento: Mantendo o equilíbrio da Saúde através do contato com a Natureza.


         Você já ouviu falar em "aterramento"? Este termo se refere ao processo de estabelecer contato entre a superfície da terra e a superfície corporal, a fim de permitir que os elétrons fluam da terra e mantenham o equilíbrio eletromagnético do corpo. Andar descalço na terra, na areia da praia, encostar numa árvore, tudo isso é aterramento.
          A terra tem potencial elétrico negativo em sua superfície. Quando o corpo humano é isolado desse contato, fica "carregado" positivamente, mantendo-se longe do equilíbrio eletromagnético. Este desequilíbrio se reflete em sintomas e doenças.
           Os seres humanos que vivem em grandes centros urbanos, passam a maior parte do tempo isolados do contato direto com a terra. Isso acontece por meio de várias barreiras, tais como o uso de calçados com solado emborrachado; uso de materiais isolantes em  construções de casas e apartamentos; baixa condutibilidade atmosférica, causada pela poluição; produção de íons positivos, gerados pelo uso excessivo de aparelhos eletro- eletrônicos.
          Pesquisas realizadas pelo Earthing Institute, criado pelo pesquisador Clint Ober, comprovaram a influência benéfica do aterramento em vários processos fisiológicos, como a regulação da pressão arterial, regulação do ritmo do sono, dos níveis glicêmicos e efeitos antiinflamatórios.
          Portanto, a terra nos oferece um medicamento natural, eficaz, seguro, comprovado por pesquisas, e de graça, de fácil acesso e disponível a todos: o livre contato com a natureza. Feito de forma regular, este tratamento propicia benefícios tanto objetivos (controle de pressão arterial, glicemia, e outros) quanto subjetivos, como a sensação de bem estar, paz, calma e relaxamento que o contato com o verde, com as plantas e com o mar proporcionam.
          As pesquisas indicam que os melhores efeitos são obtidos através do contato regular com a terra, por períodos de 30 a 40 minutos diários, seja caminhando descalço na terra, seja mergulhando no mar, ou caminhando na areia da praia, ou encostando numa árvore, os benefícios são os mesmos.
           Caso você não consiga essa assiduidade ao tratamento, existem outras maneiras de manter o contato com a natureza, mesmo sem sair de casa, mas aí já é tema para um outro artigo.